O equilíbrio entre estética e naturalidade tem sido uma jornada para a indústria da beleza. Depois da febre do Botox, agora é o ácido hialurônico que passa por um processo de reavaliação. A busca por rostos perfeitos e sem rugas, muitas vezes com excesso de preenchimento, levou a um fenômeno chamado “filler fatigue” ou fadiga de preenchedor.
O uso excessivo e inadequado do ácido hialurônico ao longo do tempo pode distender os tecidos e criar a necessidade de cada vez mais preenchimentos, resultando em uma aparência artificial e envelhecida. Cirurgiões plásticos alertam que a pele pode envelhecer prematuramente sob esse excesso de preenchimento, levando à corrida aos consultórios para a reversão do procedimento.
O ácido hialurônico é uma ferramenta valiosa quando utilizado corretamente, permitindo restaurar estruturas faciais, melhorar a qualidade da pele e corrigir imperfeições. No entanto, a busca por rostos extremamente preenchidos e com contornos artificiais resulta em um cenário estético questionável.
Médicos e especialistas ressaltam a importância de uma abordagem equilibrada e sensata no uso do ácido hialurônico, priorizando a naturalidade e a preservação da identidade facial. A busca pela harmonização facial, em vez da exagerada “cara de travesseiro”, tem sido o novo objetivo para pacientes e profissionais do setor.
A falta de julgamento estético de alguns médicos e o impulso dismórfico de alguns pacientes são apontados como causas das distorções e excessos nos preenchimentos. É essencial que o ácido hialurônico seja utilizado para restaurar o volume perdido e melhorar a proporção das estruturas faciais, e não para camuflar a flacidez.
A busca pela beleza e juventude deve estar alinhada com a preservação da expressão e da identidade pessoal. O uso responsável do ácido hialurônico, com indicações precisas e conscientes, é fundamental para alcançar resultados naturais e satisfatórios. A medida certa do preenchimento é o bom senso, valorizando sempre a individualidade de cada pessoa.