A melhor maquininha de cartão para MEI em 2026 é a Ton T3 (~R$ 108): chip de dados grátis, Wi-Fi, aproximação e taxas promocionais a partir de 0,57% no débito, sem aluguel. Para começar gastando o mínimo, a Point Mini NFC 2 (~R$ 26) e a Minizinha NFC 2 (~R$ 17) resolvem. Comparamos taxas, conexão e recebimento dos 6 modelos mais vendidos.
Quem não aceita cartão hoje deixa dinheiro na mesa: a maioria dos brasileiros já sai de casa sem dinheiro vivo, e a venda que o cliente não consegue pagar é a venda que vai para o concorrente. A boa notícia é que o mercado de maquininhas virou uma guerra de preços a favor do pequeno: nenhuma das grandes cobra aluguel, os aparelhos de entrada custam menos de R$ 30 e as taxas promocionais estão nas mínimas históricas.
A má notícia: a propaganda é uma selva. Taxa "a partir de", plano com meta de faturamento, recebimento na hora que custa mais caro — é fácil escolher errado e só descobrir no extrato. Este guia desmonta essa selva para o MEI: o que cada maquininha entrega de verdade, quanto custa cada venda e qual modelo faz sentido para o seu tipo de negócio.
Como escolhemos as maquininhas deste guia
Avaliamos os modelos das quatro maiores operadoras sem aluguel do país — Ton (Stone), Mercado Pago, PagBank (PagSeguro) e SumUp — em cinco critérios, pensando no dia a dia de quem é MEI:
- Custo total: preço do aparelho + taxas por transação (o que pesa de verdade no longo prazo);
- Independência: se funciona sozinha (chip/Wi-Fi próprios) ou depende do celular por Bluetooth;
- Recebimento: prazo para o dinheiro cair e custo de antecipar;
- Meios aceitos: débito, crédito, parcelado, Pix e aproximação (NFC);
- Ecossistema: conta digital, link de pagamento, relatórios e suporte.
Os preços indicados são aproximados e foram verificados em julho de 2026 — eles mudam com frequência em promoções, então confira o valor atual na página de cada produto. As taxas citadas são as promocionais divulgadas pelas operadoras; a taxa exata é definida no plano da sua conta, no app, e não muda pelo lugar onde você comprou o aparelho.
Antes de comparar: a taxa está no plano, não no aparelho
Esse é o conceito que mais confunde quem compra a primeira maquininha. O aparelho é só o terminal — quem define a taxa é a conta que você cria no app da operadora e o plano escolhido nela. Duas pessoas com a mesma Ton T3 podem pagar taxas diferentes, conforme o plano, o prazo de recebimento e, em alguns casos, o volume mensal de vendas.
Na prática, isso significa duas coisas: primeiro, a maquininha comprada na Amazon é idêntica à do site oficial e ativa na mesma conta, com as mesmas taxas. Segundo, antes da primeira venda, vale abrir o app, conferir a tabela vigente e escolher conscientemente entre receber mais rápido pagando mais ou receber em 1 dia útil pagando menos.
As melhores maquininhas de cartão para MEI em 2026
Ton T3 — Maquininha de cartão com chip grátis e Wi-Fi
Nota TEV: 95/100- ConexãoChip de dados grátis + Wi-Fi (independe do celular)
- PagamentosDébito, crédito, parcelado, Pix e aproximação (NFC)
- Custo fixoSem aluguel e sem mensalidade
Ideal para: o MEI que vende todo dia e quer taxa baixa sem depender do celular
Sendo bem direto: se você é MEI e quer uma única maquininha para chamar de sua, a Ton T3 é a escolha mais equilibrada de 2026. Ela resolve o problema número um de quem vende fora de loja — depender do celular — com chip de dados grátis que já vem no aparelho, sem recarga, mais Wi-Fi para quando você estiver em ponto fixo.
O detalhe que ninguém te conta: a taxa não está no aparelho, está no plano. A Ton opera com taxas promocionais a partir de 0,57% no débito nos planos mais agressivos, mas o número exato depende do plano e do prazo de recebimento que você configurar no app. Antes da primeira venda, gaste dois minutos conferindo a tabela vigente — é ali que se ganha (ou perde) dinheiro.
Mas é perfeita? Não exatamente. A T3 não imprime comprovante — o cliente recebe por SMS ou WhatsApp. Para a maioria dos MEIs isso é irrelevante (e economiza bobina), mas se o seu público pede papel, veja a Moderninha Pro 2 ou a Point Smart 2 logo abaixo. No conjunto taxa + independência do celular + preço do aparelho, é difícil apontar rival à altura.
- Chip de dados incluso sem recarga — vende em feira, rua e delivery
- Taxas promocionais entre as menores do mercado (débito a partir de 0,57%)
- Bateria de longa duração para o dia inteiro de vendas
- Aceita Pix por QR Code sem taxa
- Não imprime comprovante (envia por SMS/WhatsApp)
- As menores taxas dependem do plano escolhido no app — confira antes de ativar
Mercado Pago Point Mini NFC 2
Nota TEV: 90/100- ConexãoBluetooth com o celular (usa a internet do telefone)
- PagamentosDébito, crédito, parcelado, Pix e aproximação (NFC)
- RecebimentoNa hora ou em 1 dia útil, conforme configuração
Ideal para: quem quer começar gastando pouco e já usa a conta Mercado Pago
Na prática, a Point Mini NFC 2 é a porta de entrada mais racional para quem está formalizando o negócio agora: por menos de R$ 30 você passa a aceitar débito, crédito, parcelado e aproximação, com o dinheiro caindo direto na conta Mercado Pago — que ainda rende sobre o saldo parado.
O ponto forte real é o ecossistema. No mesmo app você emite link de pagamento para cobrar por WhatsApp, gera QR de Pix, acompanha relatório de vendas e ainda usa o saldo para pagar boletos. Para o MEI que faz de tudo um pouco, essa central única economiza tempo todo dia.
Sendo honesto sobre o contra: ela funciona por Bluetooth pareada ao seu celular. Acabou a bateria do telefone, caiu o sinal de dados, travou o app — a fila anda e você não vende. Se o seu dia é rua, feira ou eventos, vale pagar mais pela independência da Ton T3 ou da SumUp Solo. Para balcão com Wi-Fi e movimento moderado, é imbatível pelo preço.
- Preço de aparelho quase simbólico
- Dinheiro pode cair na hora na conta Mercado Pago
- Conta digital gratuita com rendimento sobre o saldo
- Ecossistema forte: link de pagamento, QR Pix e gestão no app
- Depende do celular por Bluetooth — sem telefone, sem venda
- Taxas padrão um pouco acima das promocionais da concorrência
SumUp Solo — Maquininha com chip e Wi-Fi próprios
Nota TEV: 88/100- ConexãoChip de dados ilimitado + Wi-Fi (independe do celular)
- PagamentosDébito, crédito, parcelado, Pix e aproximação (NFC)
- VisualTela touch colorida, design compacto
Ideal para: quem quer aparelho compacto com tela touch que funciona sozinho, sem celular
A SumUp Solo disputa exatamente o mesmo cliente da Ton T3: o MEI que não quer depender do celular. Ela entrega chip de dados ilimitado e Wi-Fi próprios num aparelho compacto com tela touch — dá para levar no bolso do avental e operar com uma mão só.
O detalhe que agrada quem atende o público mais velho: a interface da tela é grande e simples, com o valor digitado em números enormes. Erra-se menos na pressa do movimento. A conta SumUp é gratuita e vem com cartão pré-pago para usar o saldo das vendas direto.
Mas é perfeita? Não exatamente. Em taxas, a SumUp costuma ficar no meio do pelotão — nem as promocionais mais agressivas da Ton, nem as mais altas do mercado. E, como a T3, não imprime comprovante. Se o desempate for taxa, confira a tabela vigente das duas no dia da compra; se for design e simplicidade de uso, a Solo ganha.
- Chip de dados ilimitado incluso, sem recarga
- Tela touch moderna e fácil de operar
- Não cobra aluguel nem mensalidade
- Conta SumUp gratuita com cartão pré-pago
- Aparelho um pouco mais caro que os concorrentes de entrada
- Sem impressora de comprovante
PagBank Minizinha NFC 2
Nota TEV: 86/100- ConexãoBluetooth com o celular (usa a internet do telefone)
- PagamentosDébito, crédito, parcelado, Pix e aproximação (NFC)
- Custo fixoSem aluguel e sem mensalidade
Ideal para: quem vende pouco por mês e quer o menor investimento inicial possível
A Minizinha NFC 2 existe para uma missão: derrubar a desculpa do investimento inicial. Por menos de R$ 20 — menos que uma pizza — o MEI passa a aceitar cartão e aproximação. Para quem vende de vez em quando (brechó, doces por encomenda, serviço de fim de semana), o aparelho se paga na primeira venda que você deixaria de fazer por só aceitar dinheiro.
Na prática, o modelo de negócio do PagBank aposta no plano: as taxas de tabela são mais altas, mas caem bastante para quem atinge metas de faturamento mensal ou contrata planos promocionais. Se o seu volume é baixo, você paga a taxa cheia — e mesmo assim pode compensar, porque não há aluguel nem mensalidade.
O contra honesto é o mesmo da Point Mini: Bluetooth com o celular. E um alerta de veterano: no fim do ano, confira se as suas vendas no cartão continuam caber no limite anual do MEI. Cartão vende mais — é para isso que ele serve — e faturamento estourado sem planejamento vira dor de cabeça tributária.
- O menor preço de aparelho do mercado
- Conta PagBank gratuita com rendimento do saldo
- Aceita aproximação (NFC), raro nessa faixa de preço
- Planos com recebimento na hora
- Depende do celular por Bluetooth
- Taxas padrão mais altas — as promocionais exigem volume de vendas
Mercado Pago Point Smart 2
Nota TEV: 87/100- ConexãoChip + Wi-Fi, sistema Android próprio (independe do celular)
- ImpressoraComprovante impresso integrado
- ExtrasTela grande touch, apps de gestão na própria máquina
Ideal para: o pequeno comércio que quer comprovante impresso e gestão na própria maquininha
A Point Smart 2 é praticamente um mini-PDV: sistema Android próprio, tela touch grande, chip e Wi-Fi, impressora de comprovante e apps de gestão rodando na própria máquina. Para o pequeno comércio de balcão — mercadinho, salão, assistência técnica, lanchonete — ela substitui o combo celular + maquininha + caderno de anotações.
O ganho real está no fluxo do caixa cheio: você digita o valor na tela grande, o cliente paga por aproximação, o comprovante sai impresso e a venda já entra no relatório. Sem parear Bluetooth, sem alternar aplicativo, sem anotar depois.
Sendo bem direto: se você vende na rua ou está começando, ela é exagero — pesa mais na mochila e custa 7 vezes o preço de uma Point Mini. A conta fecha para quem tem ponto fixo e movimento diário, onde os minutos economizados por venda e o comprovante impresso viram atendimento melhor.
- Funciona 100% sozinha, com tela touch grande
- Imprime comprovante — clientela mais velha agradece
- Apps de gestão e catálogo de produtos no próprio aparelho
- Visual profissional no balcão
- Preço de aparelho bem acima dos modelos de entrada
- Tamanho e peso maiores — menos prática para rua
PagBank Moderninha Pro 2
Nota TEV: 85/100- ConexãoChip + Wi-Fi (independe do celular)
- ImpressoraComprovante impresso integrado
- OperaçãoTeclado físico, bateria para o dia todo
Ideal para: quem precisa de impressora e independência do celular sem pagar por tela smart
A Moderninha Pro 2 é a resposta para uma pergunta muito específica: "quero comprovante impresso e não quero depender do celular, mas não quero pagar R$ 200 por uma máquina smart". Ela entrega chip, Wi-Fi, impressora e teclado físico por cerca de metade do preço de uma Point Smart 2.
Na prática, é a operária do grupo: sem tela touch bonita, sem apps — liga, digita, cobra, imprime. O teclado físico, aliás, é vantagem disfarçada para quem trabalha com luva, mão molhada ou no sol forte, onde tela touch atrapalha.
O contra fica com a política de taxas do PagBank: as tabelas promocionais mais agressivas costumam exigir meta de faturamento mensal. Vale simular no app com o seu volume real antes de decidir entre ela e a Ton T3 — para volumes baixos, a diferença de taxa pode anular a economia do aparelho.
- Impressora integrada pela metade do preço de uma smart
- Chip e Wi-Fi próprios — funciona sem celular
- Teclado físico resistente, bom para uso pesado
- Sem aluguel e sem mensalidade
- Sem tela touch nem apps de gestão no aparelho
- Taxas promocionais do PagBank dependem de metas de faturamento
Comparativo lado a lado
| Comparativo | 1º Ton (Stone) | 2º Mercado Pago | 3º SumUp | 4º PagBank (PagSeguro) | 5º Mercado Pago | 6º PagBank (PagSeguro) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Preço do aparelho | ~R$ 108 | ~R$ 26 | ~R$ 119 | ~R$ 17 | ~R$ 200 | ~R$ 108 |
| Funciona sem celular | Sim (chip + Wi-Fi) | Não (Bluetooth) | Sim (chip + Wi-Fi) | Não (Bluetooth) | Sim (chip + Wi-Fi) | Sim (chip + Wi-Fi) |
| Imprime comprovante | Não | Não | Não | Não | Sim | Sim |
| Aproximação (NFC) | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim |
| Aluguel/mensalidade | Não | Não | Não | Não | Não | Não |
| Perfil ideal | MEI que vende todo dia | Começar gastando pouco | Rua e eventos | Vendas ocasionais | Comércio de balcão | Balcão com impressão |
| Onde comprar | Ver na Amazon | Ver na Amazon | Ver na Amazon | Ver na Amazon | Ver na Amazon | Ver na Amazon |
Taxas: o que o MEI paga de verdade em cada venda
As taxas abaixo são as faixas de referência praticadas pelas quatro operadoras em julho de 2026, do plano promocional mais agressivo ao plano padrão. Use como régua de comparação — e confirme a tabela do seu plano no app antes de ativar:
| Meio de pagamento | Faixa de taxa (jul/2026) | Observação |
|---|---|---|
| Pix (QR Code) | 0% a 0,5% | Ton e SumUp zeram; Mercado Pago e PagBank cobram pouco |
| Débito | 0,57% a 2% | Menores taxas em planos promocionais com condições |
| Crédito à vista | 2,7% a 3,5% | Faixa mais disputada entre as operadoras |
| Crédito 12x | 8% a 14% | Vilã silenciosa — repasse no preço ou limite as parcelas |
O detalhe que ninguém te conta: o parcelado é onde o pequeno negócio sangra. Uma venda de R$ 1.000 em 12x pode custar mais de R$ 100 só de taxa. Quem trabalha com tíquete alto precisa decidir de antemão: ou embute o custo no preço parcelado, ou limita as parcelas sem juros, ou oferece desconto no Pix — as três estratégias são legítimas e usadas pelo varejo inteiro.
Quanto sobra de uma venda de R$ 1.000?
Para tirar as taxas do abstrato, veja quanto cai na sua conta numa venda de R$ 1.000, usando taxas de referência do mercado em 2026:
| Como o cliente pagou | Taxa de referência | Você recebe | Custo da venda |
|---|---|---|---|
| Pix | 0% | R$ 1.000,00 | R$ 0,00 |
| Débito | 0,57% | R$ 994,30 | R$ 5,70 |
| Crédito à vista | 2,99% | R$ 970,10 | R$ 29,90 |
| Crédito em 12x | 12% | R$ 880,00 | R$ 120,00 |
É por isso que tanto lojista oferece desconto no Pix: entre receber R$ 880 numa venda em 12x e R$ 950 num Pix com 5% de desconto, o Pix ainda ganha — e o dinheiro cai na hora. A maquininha certa é a que te dá todas essas opções para negociar venda a venda.
Maquininha precisa de CNPJ? Como fica para o MEI
Nenhuma das operadoras exige CNPJ — todas aceitam cadastro por CPF. Mas, se você já é MEI, cadastre a maquininha no CNPJ. Três motivos práticos:
- Organização: as vendas do negócio ficam separadas da conta pessoal, o que simplifica saber quanto o negócio realmente fatura;
- Limite do MEI: o teto de faturamento vigente é de R$ 81 mil por ano. As operadoras informam as transações à Receita Federal, e vendas no CPF misturadas às pessoais dificultam o controle;
- Crédito: o histórico de vendas no CNPJ vira argumento para capital de giro e crédito com juros menores — inclusive nas linhas para informais e MEIs que o governo lançou em 2026, como mostramos no guia do Desenrola Adimplentes.
Se as dívidas do CNPJ apertaram, vale conhecer também o programa de renegociação de dívidas do MEI, que traz descontos para regularizar o Simples em atraso.
Comprar na Amazon ou no site oficial?
O aparelho é o mesmo, a ativação é a mesma e as taxas são as mesmas — a decisão é logística e de preço no dia. A Amazon costuma ganhar em frete rápido (especialmente para quem tem Prime), em estoque estável e na política de devolução simples. Os sites oficiais, por outro lado, fazem promoções agressivas de aparelho em datas específicas.
Nossa recomendação prática: escolha o modelo por este guia, depois compare o preço do aparelho nos dois canais no dia da compra. Como a diferença costuma ser de poucos reais e o custo relevante está nas taxas, o frete e a conveniência geralmente decidem.
Qual maquininha escolher para o seu caso?
| Seu perfil | Escolha certa | Por quê |
|---|---|---|
| Vende todo dia (loja, salão, serviços) | Ton T3 | Taxa baixa + independência do celular |
| Está começando, orçamento mínimo | Minizinha NFC 2 ou Point Mini NFC 2 | Aparelho por menos de R$ 30 |
| Feira, rua, eventos, delivery | Ton T3 ou SumUp Solo | Chip próprio — vende onde não há Wi-Fi |
| Balcão com clientela que pede comprovante | Moderninha Pro 2 | Impressora sem pagar preço de smart |
| Comércio fixo com caixa movimentado | Point Smart 2 | PDV completo: tela, gestão e impressão |
| Já usa conta Mercado Pago para tudo | Point Mini NFC 2 | Ecossistema único, dinheiro na hora |
4 erros comuns ao escolher (e como evitar)
1. Escolher pelo preço do aparelho. A diferença de R$ 90 entre uma Minizinha e uma Ton T3 se paga em poucos meses se a taxa for menor. Faça a conta com o seu volume: em R$ 5 mil/mês vendidos no crédito, cada 0,5% de taxa a menos são R$ 25 mensais — R$ 300 por ano.
2. Ignorar a letra miúda do "recebimento na hora". Receber na hora quase sempre custa taxa maior. Se o seu caixa aguenta esperar 1 dia útil, configure o prazo maior e embolse a diferença.
3. Não testar o Pix da maquininha. Pix com taxa zero na maquininha é dinheiro limpo. Configure o QR Code no aparelho e ofereça ativamente — cada venda migrada do crédito para o Pix é taxa economizada.
4. Esquecer que venda no cartão é faturamento declarável. As operadoras reportam à Receita. Registre as vendas, guarde o controle mensal e entregue a DASN-SIMEI em dia. Quem vende bem no cartão também deve acompanhar o limite anual do MEI — e, se o negócio crescer, planejar a transição para microempresa com antecedência, não no susto.
Perguntas frequentes
Qual a melhor maquininha de cartão para MEI em 2026?
Para a maioria dos MEIs, a Ton T3: chip grátis, Wi-Fi, NFC, sem aluguel e taxas promocionais a partir de 0,57% no débito. Para investimento mínimo, Minizinha NFC 2 (~R$ 17) ou Point Mini NFC 2 (~R$ 26).
Maquininha precisa de CNPJ?
Não — todas aceitam CPF. Mas para o MEI vale usar o CNPJ: separa as finanças, facilita o controle do limite anual e constrói histórico para crédito.
Existe maquininha sem taxa?
Sem taxa por transação de cartão, não — é assim que as operadoras se remuneram. O que existe é Pix com taxa zero (Ton e SumUp, por exemplo) e planos promocionais com taxas de débito abaixo de 1%.
Qual maquininha o dinheiro cai na hora?
Mercado Pago e PagBank oferecem recebimento na hora em vários planos; Ton e SumUp trabalham com até 1 dia útil no padrão. Em geral, quanto mais rápido o recebimento, maior a taxa — a configuração é sua.
Maquininha comprada na Amazon tem garantia?
Sim. Vale a garantia legal e a do fabricante, além da política de devolução da Amazon. A ativação é feita no app oficial da operadora, igual à compra no site da marca.
Posso usar maquininha sendo autônomo informal, sem MEI?
Pode — o cadastro por CPF existe para isso. Mas se a renda é recorrente, formalizar como MEI costuma compensar: INSS, nota fiscal, acesso a crédito e limites claros. Veja também as linhas de crédito para informais no nosso guia do Desenrola Adimplentes.
Quantas vendas preciso fazer para a maquininha se pagar?
Praticamente nenhuma: como não há aluguel, o único custo fixo é o aparelho. Uma Minizinha de R$ 17 se paga na primeira venda que você não perderia; uma Ton T3 de R$ 108, em poucas vendas — e a taxa menor faz o resto.
O que acontece se eu passar do limite do MEI vendendo na maquininha?
Ultrapassando o teto anual (R$ 81 mil no valor vigente), você é desenquadrado do MEI e migra para microempresa, com tributação diferente. Se o negócio está crescendo, isso é bom sinal — mas planeje a transição com um contador antes de estourar o limite.
Escolher maquininha em 2026 é menos sobre o aparelho e mais sobre a conta que vem com ele: taxa, prazo de recebimento e Pix zero valem mais que qualquer tela colorida. Defina o seu perfil na tabela acima, confira a tabela de taxas vigente no app da operadora e comece a vender. E, para o dinheiro que entrar não escapar, organize o caixa com um planner financeiro e monte sua reserva de emergência — o lucro do negócio merece o mesmo cuidado que a venda.





